requalificação urbana da mooca ipiranga

ficha técnica

local são paulo, sp
data do início do projeto 2006
área de intervenção 2.990.000m²
arquitetura cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara, fernando viégas (autores) ana paula de castro, eliana satie uematsu, henrique fina, jimmy efrén liendo terán, josé carlos silveira júnior, luís eduardo loiola de menezes e maria cristina motta (colaboradores)
promotor sptrans, são paulo transportes, secretaria municipal de transportes
gerenciamento de projeto planservi engenharia
consultoria em análise econômica e desenvolvimento imobiliário barbara consultoria
consultoria em desenvolvimento metropolitano regina maria prosperi meyer
consultoria em macro-drenagem aluisio p. canholi
gerenciamento de projeto planservi engenharia
fotografia bebete viégas
secretaria municipal de planejamento_sempla josé geraldo martins oliveira, pedro m. rivaben salles, daniel montanton, natasha menegon
companhia do metropolitano de são paulo_metrô renato p. carvalho viégas, luiz cortez, irineu mangilli
companhia paulista de trens metropolitanos_cptm silvestre eduardo rocha ribeiro, josé francisco christófolo
departamento do patrimônio histórico_dph mirthes i.f. baffi, andréa tourinho, sueli de bem
secretaria de infra-estrutura urbana_siurb marcelo melo de sá, maria cristina de t. sivieri
núcleo de aplicação da escola da cidade celso pazzaneze, paulo brazil

Diante da nova inscrição territorial e mudança qualitativa da indústria em São Paulo, o destino de algumas áreas centrais na cidade se tornou objeto urgente de estudo por parte do poder público. A questão é comum à extensão das linhas férreas e coincide com o seu processo de modernização.
O setor Mooca e Ipiranga, cortado pela Avenida do Estado, poderá ser reestruturado a partir desses enormes terrenos vagos. Esses vazios permitem uma nova ocupação que aproxima a população de redes infra-estruturais instaladas. Ao mesmo tempo esses espaços residuais concentram estratos diversos de formação da cidade que merecem ser preservados. O projeto se coloca em sentido de continuidade com os diferentes fluxos da cidade existente, propondo um processo de acumulação de vários tempos em um mesmo espaço. Em contraposição a uma ocupação imobiliária em curso, que segrega e apaga esses vestígios.
Nessa região a presença dessas condicionantes se soma a uma paisagem reveladora da formação urbana característica de São Paulo. A várzea dos rios Tamanduateí e Ipiranga, configurada com clareza pelos dois morros laterais, concentrou as primeiras ocupações industriais da região. A permanência dessa morfologia deve ser preservada. A nova ocupação deve seguir diretrizes que preservem a leitura dessa paisagem.
A intervenção se estabelece a partir do projeto de parque linear ao longo da ferrovia, da construção de uma nova paisagem onde a água tem papel estruturador, da preservação do patrimônio industrial que perfaz a memória desse bairro e do adensamento habitacional.
O projeto é delimitado pelas estações de trens Mooca e Ipiranga, e o desenho se define a partir da infra-estrutura: parcelamento de grandes glebas e arruamento condicionados pela malha existente, espaços públicos de estar e lazer, raia para esportes e drenagem local e regional, conexões entre estações de trem e metrô, transposições da ferrovia e do rio, e habitação de interesse social.