escola em campinas

ficha técnica

local campinas, são paulo
data do início do projeto 2003
data da conclusão da obra 2004
área do terreno 3.104,30 m²
área construída 3.779,56 m²
arquitetura cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara, fernando viégas (autores) ana paula de castro, apoena amaral e almeida, jimmy efrén liendo terán, josé carlos silveira júnior, josé paulo gouvêa, ricardo barbosa vicente, sabrina lapyda (colaboradores)
construção construtora hoss
estrutura ruy bentes engenharia de estruturas
instalações histec instalações e montagens ltda
consultor de fundações cepollina engenheiros consultores
coordenador de projeto fde mirela geiger de mello
coordenador de obra fde nelson geraldo de paula salles
fotografias nelson kon, carlos kipnis

Este projeto integra um programa piloto do FDE para construção de escolas em sistemas estruturais de concreto pré-moldado. A proposta foi elevar a qualidade dos projetos e, principalmente, da construção das escolas, a partir de um sistema estrutural em concreto pré-moldado. Definidos alguns parâmetros comuns , escritórios de arquitetura poderiam flexibilizar as soluções conforme as características dos terrenos e do programa.

Um grupo piloto formado por quatro escritórios de arquitetura e três escritórios de engenharia, desenvolveu alguns parâmetros de referência, objetivando a maior sistematização possível das obras. Em tese, uma única construtora poderia montar as quatro escolas, todas localizadas numa mesma região de Campinas, a partir de um canteiro central equipado com uma única pista de pré-moldagem.

O Una Arquitetos foi um dos escritórios encarregados de projetar uma dessas escolas, destinada ao ensino médio (alunos entre 14 e 17 anos), num grande conjunto habitacional na periferia de Campinas. O terreno bastante exíguo e com duas esquinas definiu a implantação compacta e vertical. Os dois acessos correspondem às duas esquinas e são marcados pelas frestas que descolam o volume das empenas laterais. A quadra coberta foi incorporada no topo do edifício, permitindo que a quase totalidade do térreo fosse liberada para as áreas de convívio (coberta e descoberta) e jardins. Os muros de divisa também foram, de certa forma, assimilados pela arquitetura e acabam participando da volumetria do conjunto. A planta tipo é organizada a partir de um corredor central articulado com escadas nas duas extremidades, permitindo um sistema de circulação bastante fluido.

O fechamento das laterais da quadra, feito com uma veneziana plástica translúcida, foi estendido para a face das salas de aula em forma de quebra-sol. Pôde-se assim conformar um grande volume translúcido durante o dia e iridescente durante a noite, importante referência em meio à vasta homogeneidade do conjunto habitacional.